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15 de fevereiro de 2014

Cronología polémica en torno a una fosa

  • 1936. Federico García Lorca llega a Granada el 14 de julio. Tiene 38 años y ha dejado Madrid ante la creciente tensión política en la capital. Tras el triunfo de la sublevación franquista, el poeta se refugia en casa de su amigo Luis Rosales, hermano de dos destacados falangistas. La tarde del 16 de agosto es detenido por Ramón Ruiz Alonso, un exdiputado derechista. Los intentos de los Rosales y de Manuel de Falla por salvar al escritor no prosperan. En la madrugada del 18 de agosto, o del 19, la cifra baila según algunas fuentes, es fusilado junto a otros cuatro detenidos. Los documentos oficiales dicen que Lorca falleció “debido a heridas producidas por hecho de guerra”.
  • 1940. El juzgado de Granada extiende el 21 de abril el certificado de defunción.
  • 1955. Manuel Castilla, El Comunista, encargado de enterrar a los fusilados, señala como lugar del asesinato y del enterramiento un paraje en Alfacar. Lo hace ante Agustín Penón, historiador estadounidense hijo de exiliados españoles.
  • 1966. Castilla indica el mismo lugar a Ian Gibson, biógrafo de Lorca. Diez años más tarde, ambos repiten la visita.
  • 2007. El 27 de diciembre entra en vigor la Ley de la Memoria Histórica. Su nombre oficial es Ley por la que se reconocen y amplían derechos y se establecen medidas en favor de quienes padecieron persecución o violencia durante la Guerra Civil y la dictadura.
  • 2008. El 16 de octubre, el juez Baltasar Garzón ordena la exhumación de 19 fosas, entre otras aquella en la que se suponía que estaba Lorca. La familia del poeta, contraria a buscar sus restos, sostiene luego que se reserva el derecho a identificarlos si aparecen.
  • 2009. El 22 de septiembre comienzan los trabajos en Alfacar. Tras mes y medio de excavaciones, los arqueólogos dictaminan que en los 276 metros cuadrados “nunca se realizaron enterramientos, ni han existido restos óseos humanos”.
  • 2012. Una jueza de Granada cierra la vía penal de cara a una posible nueva apertura de la fosa de Alfacar, al archivar la investigación penal abierta por un posible delito de detención ilegal. Queda abierta la vía administrativa.
(Originalmente publicado no jornal El País)

10 de dezembro de 2013

García Lorca anunciando a Guerra Civil Espanhola


Resumo:
Federico García Lorca, um dos principais escritores espanhóis do século XX, ao longo de sua vida afastou-se gradualmente da ideia da arte pela arte e assumiu que sua  criação artística carregava forte crítica social. Lorca refletiu sobre seu momento histórico, sobre seu país e deu vida a escritos de caráter universal, agindo de maneira tão impactante que se tornou insuportável para os conservadores da época. Assim, o presente artigo recorre às obras dramáticas do escritor, em especial Yerma e A Casa de Bernarda Alba, para pensar o quão latente se fazia o conflito social que eclodiu na Guerra Civil Espanhola e que causou o assassinato do próprio García Lorca.

Palavras chave: García Lorca, Espanha, Guerra Civil Espanhola.

2 de setembro de 2013

As Bodas de Sangue de García Lorca e Carlos Saura

A seguir, artigo que propõe uma análise comparativa entre a peça Bodas de Sangue, de Federico García Lorca, com o filme homônimo de Carlos Saura. A análise visa comparar a recriação da obra de Lorca por Saura a partir do conceito de Gilles Deleuze de “teatro menor”, entendendo que o cineasta não faz uma versão fílmica da peça de Lorca, mas sim um ensaio crítico operado pela subtração para a constituição. Carlos Saura usa o cinema e o flamenco para criar Bodas de Sangue que, ao mesmo tempo em que não é uma recriação da peça de Lorca — pois subtrai elementos fundamentais da obra original, como as falas da peça — apresenta-se fundamentalmente como uma obra lorquiana por meio do uso do flamenco.


1 de outubro de 2012

Resenha - "Lorca, el ultimo paseo"

Gabriel Pozo Felguera, o autor de Lorca, el último paseo, é um dos que não crê que o corpo de Lorca esteja em um barranco à beira da estrada. Pozo dedicou vinte anos em pesquisas e entrevistas feitas a partir de seu trabalho no jornal Ideal, de Granada. Jornalista, quando Gabriel Pozo começou a trabalhar no Ideal ele começou a se questionar sobre o silêncio que estava não apenas em torno da morte de Lorca, mas também em torno da figura de Ramón Ruiz Alonso: jornalista do Ideal nas décadas de 1930 e 1940, partidário da CEDA e responsável pela detenção de Lorca, ação que desencadeou seu fuzilamento. Ao longo desses anos de pesquisa e questionamento, Pozo percebeu que não apenas não se falava no assunto da morte de Lorca, algo comum em toda a Espanha, mesmo após o fim do regime franquista, mas também não era possível encontrar nos arquivos do jornal Ideal referências a Ruiz Alonso, como conta o autor na introdução de seu livro. Foi a partir da proximidade que Gabriel Pozo desenvolveu com os antigos trabalhadores do Ideal que foi possível escrever Lorca, el ultimo paseo....


19 de setembro de 2012

Nenhum juiz quer abrir a fossa de García Lorca... e nenhuma outra

Nenhum juiz quer se encargar das fossas. Ainda mais se ela puder alojar os restos mortais do poeta Federico García Lorca.
O tribunal de instrução de número três de Granada anunciou ontem (18/09/2012) um auto no qual arquiva as diligências iniciadas sobre a abertura da fossa de Alfacar, onde acredita-se que pode jazer Lorca. Recusa investigar "o provável delito de múltiplas detenções ilegais de pessoas cujo paradeiro até agora não se tem notícia", porque considera que o crime prescreveu e recusa também abrir a fossa, pois assegura que são as administrações públicas, e não a justiça, quem deve fazê-lo. A resolução no é final e cabe recurso.
A juíza Aurora María Fernández García já devolveu em julho de 2009 ao tribunal de instruções número cindo da Audiência Nacional parte da causa remetida pelo juiz Baltasar Garzón, na qual redigiu uma causa aberta contra o franquismo, e a favor dos julgamentos territoriais, nos quais se encontrava as fossas comuns, neste caso, a fossa de Lorca. Naquele momento, a juíza argumentou que se tratava de "crimes de lesa humanidade", e que por tanto não era assunto de sua competência, mas da Audiência Nacional.

Essa devolução e outra feita, por motivos idênticos, pelo tribunal do El Escorial, que recebeu a parte da causa correspondente ao Valle de los Caídos  onde várias famílias de republicanos enterrados ali haviam pedido para exumar os restos mortais  provocaram uma competição que deveria ser resolvida pelo Supremo Tribunal. O alto tribunal demorou quase três anos em fazê-lo. O fez finalmente em março deste ano, depois de ter colocado no banco dos réus o juiz Baltasar Garzón, acusado de prevaricação justamente por ter se declarado competente para investigar os crimes do franquismo, e ao que finalmente foi absolvido.

A juíza Fernández baseia agora sua decisão na sentença do Supremo, centrado na concorrência sobre as fossas, de março passado. Nessa resolução do Supremo foi excluída a possibilidade de ajuizamento penal dos autores desses crimes: "Esse tipo de legítimas pretensões não poderá se canalizar para o processo penal, nem chegar a se concretizar em declarações de responsabilidade por delito", alega a sentença, porque, segundo o Supremo, o delito de detenção ilegal permanente desapareceu do Código Penal em 1932, e não foi reincorporado até 1944, assim não esteve vigente durante a maior parte do tempo em que aconteceram os fuzilamentos e desaparecimentos de vítimas do franquismo. E porque, ainda que se possa dizer que os familiares dos assassinados não tiveram oportunidade de perseguir esses delitos durante a ditadura, estariam prescritos ao longo de mais de 20 anos desde a entrada em vigor da Constituição e em qualquer caso, a lei de anistia de 1977 faz parte da ordem vigente.

O supremo deu até três razões para excluir o ajuizamento penal dos crimes de franquismo. Contudo, deixava a abertura das fossas a critério dos juízes locais, como a magistrada de Granada, ao acrescentar, nessa mesma sentença que podia "requerer-se ao juiz de instrução competente a prática das diligências dirigidas a datar aquelas ações criminais e, se fosse necessário, à identificação dos afetados". Ou seja, abrir fossas e dar nome aos restos mortais encontrados.

Todo esse embrolho jurídico de causas que vão, voltam e são devolvidas se resume, de fato, em uma evidência: os juízes não querem se encargar das fossas do franquismo  como fazem os juízes argentinos com as vítimas da ditadura , e menos ainda, depois de ver o único juiz que o quis fazer, sentado no banco dos réus por isso. Desde que o Supremo ditou essa sentença, a Associação para a Recuperação da Memória Histórica apresentou denúncias nos juizados territoriais cada vez que ao abrir uma fossa se encontrou restos humanos com sinais inequívocos de morte violenta — como crânios com buracos de bala e os respectivos cartuchos — mas, nenhum juiz se aproximou da exumação para "datar" ou "identificar" esses restos, tal e como indicava o Supremo. Para o ex-magistrado desse tribunal, José Antonio Martín Pallín, esses juízes "estão prevaricando".
Assim, a única via para os familiares das vítimas, incluindo os dos banderilheiros e um professor que foram assassinados e enterrados junto com Federico García Lorca, é a administrativa. Que neste caso, a Junta de Andalucía — que gastou sem êxito em 2009, mais de 70 mil euros para procurar o poeta no parque de Alfacar (Granada) — decida intervir na procura do poeta em outro lugar apresentada por Garzón: a parada de El Caracolar, a apenas 430 metros.
(Traduzido por Syntia Alves. Acesse o artigo original aqui).

5 de junho de 2012

"Quiero dormir un rato, un rato, un minuto, un siglo; pero que todos sepan que no he muerto; que haya un establo de oro en mis labios; que soy un pequeño amigo del viento Oeste; que soy la sombra inmensa de mis lágrimas". 
Porque em 05 de junho de 1898 nasceu o homem da minha vida!

19 de agosto de 2010

"El poeta se proponia la anulación de la dicotomía artista/público, insoportablemente elitista y empobrecedora [...] todos ejercemos un papel activo y pasivo en el arte [...] la mera recepción no esta exenta de creatividad. En suna, se crea colectivamente".

Eutimio Martín sobre Federico Garcia Lorca.

18 de agosto de 2010

Mais um uno sem se saber as verdades...

Supõe-se que hoje faça setenta e quatro anos da morte de Federico García Lorca. Supõe-se... nada é certo quando se trata do assassinato do poeta. E por isso é importante não deixar que os questionamentos caiam no esquecimento.

Quem mais estava envolvido com o ato/fato?

O que de verdade aconteceu ao poeta?

Onde está seu corpo?

Por que a família de García Lorca só faz aumentar o silêncio e a ignorância sobre o que aconteceu ao poeta?

25 de março de 2010

Spanish Bombs - The Clash



Spanish songs in Andalucia
The shooting sites in the days of '39
Oh, please, leave the ventana open

Federico Lorca is dead and gone
Bullet holes in the cemetery walls
The black cars of the Guardia Civil
Spanish bombs on the Costa Rica
I'm flying in a DC-10 tonight

Spanish bombs, yo te quiero y finito
Yo te guerda, oh mi corazon
Spanish bombs, yo te quiero y finito
Yo te guerda, oh mi corazon

Spanish weeks in my disco casino
The freedom fighters died upon the hill
They sang the red flag
They wore the black one
But after they died it was Mockingbird Hill
Back home the buses went up in flashes
The Irish tomb was drenched in blood
Spanish bombs shatter the hotels
My senorita's rose was nipped in the bud

Spanish bombs, yo te quiero y finito
Yo te guerda, oh mi corazon
Spanish bombs, yo te quiero y finito
Yo te guerda, oh mi corazon

The hillsides ring with "Free the people"
Or can I hear the echo from the days of '39?
With trenches full of poets
The ragged army, fixin' bayonets to fight the other line
Spanish bombs rock the province
I'm hearing music from another time
Spanish bombs on the Costa Brava
I'm flying in on a DC-10 tonight

Spanish bombs, yo te quiero y finito
Yo te guerda, oh mi corazon
Spanish bombs, yo te quiero y finito
yo te guerda , oh mi corazon
Oh, mi corazon

Spanish songs in Andalucia, Mandolina
Oh mi corazon
Spanish songs in Granada
Oh mi corazon

23 de fevereiro de 2010

A violência do silêncio

– a morte de Federico Garcia Lorca.
Por Syntia Alves

Originalmente publicado na Revista Aurora - PUC-SP

Para violentar alguém muitas vezes é preciso mais do que crueldade, é preciso saber o que de fato é doloroso para aquele que se quer atingir. Às vezes as agressões precisam sair do lugar comum do que conhecemos como os modos de violência, nem sempre um ataque físico ou verbal é capaz de acertar o alvo da maneira que se pretende. Isso já é sabido há muito tempo e os atos de violência têm atingido requintes surpreendentes, mas às vezes sua eficiência se deve à atuação de maneira muito simples.

As ditaduras há muito já sabem o quão violento pode ser o silêncio. Não permitir que se fale, que se escute, que se pense foi uma das violências mais eficazes descobertas pelo homem. Atingir alguém pelo silêncio, pelo não dito, pela ignorância é matá-lo para os outros, é destruí-lo de forma tão eficaz quanto uma bomba atômica, que vai direto aos átomos. O ostracismo é a violência silenciosa que pode fazer desaparecer pessoas e idéias e sem gerar grandes resistências.

Ao assassinar Federico Garcia Lorca os generais franquistas não tinham como alvo um agente de guerra; a figura de Lorca não era uma força ameaçadora no contexto comum de uma guerra civil, no qual civis vão à luta armada escolhendo um bando para se aliar. A ameaça de Lorca não era bélica, mas como definiu Ruiz Alonso 1, Garcia Lorca era mais perigoso com uma pluma na mão do que muitos com uma arma. Assassinar o poeta mais importante da Espanha no século XX foi um ato violento não apenas pelo fusilamento, ou pelos “tiros en el culo por maricón” que Juan Luis Trescastro se gabou de ter disparado. A violência cometida contra Garcia Lorca é uma violência plural no sentido em que tinha muitas intenções e muitos alvos, não apenas a simples morte de um homem que era uma figura dentro e fora da Espanha da década de 30.

O fato é que até hoje não se sabe se Lorca recebeu de fato esses tiros descritos acima, nem ao menos se sabe onde está o corpo do poeta – o que significa não saber exatamente quando Lorca morreu, o que aconteceu com ele, onde aconteceu sua morte e nem que violências ele pode ter sofrido. A busca pela fossa de Lorca, que começou há pelo menos 30 anos, não tem como finalidade responder às questões anteriores a fim de ilustrar com imagens sádicas o assassinato de uma pessoa pública, como gostam de fazer os meios de imprensa marrom e sensacionalistas. Trata-se de trazer à luz a verdade dos fatos, acabar com as mentiras, suposições e, principalmente, acabar com o silêncio.

O silêncio pode ser torturante. E o silêncio que existe em torno da morte de Lorca chega a ser ofensivo, significa tentar colocá-lo em um lugar de esquecimento, minimizando a importância de sua obra ou o impacto de suas palavras. A morte de Garcia Lorca foi autorizada pelos generais que dominaram a Andaluzia em agosto de 1936, segundo documentos da época, e depois de sua morte a obra de Lorca foi proibida na Espanha por muitos anos. Até o ano de 1975, quando morreu Franco, o volume das obras completas de Lorca tinha menos da metade do que se conhece hoje das obras do poeta. Manter a Espanha na ignorância é uma das maiores violências que se poderia cometer contra Garcia Lorca, afinal ele levou por todo o território espanhol um pouco de cultura sobre os palcos do grupo mambembe “La Barraca”, encenando os clássicos do teatro espanhol em povoados onde a taxa de analfabetismo era altíssima. Silenciar a voz do homem que subiu em palcos, palanques e concedia entrevistas denunciando a pior burguesia da Espanha 2, a ditadura de Salazar ou se colocando ao lado do partido dos pobres 3, como fez Lorca, seguramente é mais violento que os tiros e o corpo na fossa que se atribuem à sua morte.

A obra de Garcia Lorca foi como uma voz da Espanha que ecoou em diversos países. Inglaterra, França, Portugal, EUA, Cuba, México e Argentina conheceram a obra de Lorca entre as décadas de 20 e 30, e com sua obra Lorca tornou conhecidas diversas facetas da Espanha: um país agrário, que no século XX, tinha parte de seu território vivendo na época medieval, tradições católicas e ciganas que conviviam baixo uma história de imigrações e dominações, trajetórias de muçulmanos e católicos. As obras de Lorca eram vistas, já em sua época, como representantes de um país multifacetário que a muitos encantava, mas que a outros causava repulsa. Espanhas que se reconhecem, se encontram e se negam na obra de Lorca: Catalunha, Madrid, Galícia, Andaluzia.

Entre os anos de 1936, início da Guerra Civil Espanhola, e 1975, ano da morte do General Franco, estima-se que morreram na Espanha entre 350 e 400 mil pessoas, mortes provocadas pelo conflito político interno pelo qual passava o país, porém mais da metade das mortes aconteceu depois de 1939, quando a guerra já havia acabado e a Espanha estava sob governo de Franco. Mesmo com o fim da guerra era preciso silenciar muitas vozes, um silêncio violento e gerado a custa de muita violência, a fim de construir a “verdadeira Espanha”: militar, nacionalista e católica e que fez derramar sangue tanto daqueles que se negavam a aceitar uma faceta como a verdadeiramente espanhola, quanto defensores desta visão uniforme do que devia ser o país. Foram muitos mortos de todos os lados, em todos os bandos, homens, mulheres, crianças, estrangeiros, espanhóis... Os mortos da Espanha durante esses quase 40 anos são, cada um, símbolos de silêncio forçado, opressão. A violência de não poder dizer, de não poder pensar, tão típica das guerras e ditaduras. A violência do eterno medo que tomou conta da Espanha e que ainda hoje se respira em várias partes do país. O medo do passado que cria a ignorância do presente.

De que maneira, de fato, Federico Garcia Lorca foi morto, quando e onde está seu corpo, ainda hoje não se sabe. E poucas vezes se buscou saber, tanto pelo governo da Espanha, quanto pela família do poeta – ao menos essas buscas não aconteceram publicamente. E por que não há interesse em saber o fim real da vida de Lorca? O que lhe teria acontecido? Quem estaria envolvido? Não saber as respostas a essas questões é deixar a verdade no campo da especulação, da imaginação, e é manter Garcia Lorca mais vivo no que diz respeito às especulações, mas morto com relação à sua própria história, à história de seu país, é condená-lo a ser ignorado pelas futuras gerações, e isso, para Lorca, certamente é muito violento.


Notas

1Ruiz Alonso foi o responsável pela prisão de Federico Garcia Lorca, e a periculosidade por ele atribuída ao Lorca foi a causa da prisão do poeta, e tal prisão desencadeou na morte do poeta. Um dos detalhes mais importantes da participação de Ruiz Alonso é o fato dele ter conseguido a prisão de Lorca sem a autorização de nenhum general, como que um trunfo próprio deste que nem ao menos era membro da Falange. Segundo os relatos, a prisão de Lorca poderia não tardar muito, porém o poeta ainda não era alvo de Franco naquele agosto de 1936.

2 “A pior burguesia da Espanha” foi a maneira que Lorca usou para descrever o que gerou o repovoamento de Granada, depois da tomada católica em 1492. A declaração está na entrevista do poeta publicada no jornal “El Sol”, de 10 de junho de 1936.

3 Quando perguntavam a Lorca sobre sua posição política sua resposta era de que ela era partidário dos pobres.